2.3.11

tightrope

Sinto como se cada passo fosse um passo em vão. Como se em cada passo morasse meu destino – o nosso. É como se ficar com você seja um eterno caminhar na corda-bamba, sem a rede de proteção embaixo. E eu vivo no medo da queda, da falha.
Tenho abdicado dos meus desejos para tomar conta das tuas vontades. Já não vivo mais na certeza, só na dúvida de meus possíveis erros e da represália.
Não vivo mais na sombra da paz romântica, mas na incerteza das expectativas, na confusão e mistura dos sentimentos.
Se meu coração ainda não quer abandonar nossa casa, meu corpo inteiro já dorme do lado de fora.