Ela vem na contramão. Ela me conhece oblíqua. Me quer no lado escuro do beco.
Noites inteiras com uma pedra no lugar do coração, dentes afiados na boca, e os lábios queimando com o fogo.
Dias completos na espera de que sobre algum osso para que eu roa e algum vinho para que eu possa enganar e embebedar.
Ela vem de tempos em tempos, me faz sentir tudo que eu nego e abdico. Me despoja da caretice, me aluga quartos e faz orgias em minha cabeça.
Me vaza. Me transborda. Eu sinto dos dedos dos pés aos dedos da mão. Muda a cor dos meus olhos, muda a textura da minha pele.
Me aguça o tato, sinto todos os gostos e cheiros. Sinto a presa a quilômetros.
Meus impulsos são mais viscerais, minha voz sai como um grunhido.
Me tira pedaços do corpo, deixa cicatrizes na minha alma, me deixa ressacada, acabada, com meus ossos estirados na cama alheia cada fim de noite.
Eu acendo outro cigarro, saio pela porta dos fundos e então já é outra noite.
Noites inteiras com uma pedra no lugar do coração, dentes afiados na boca, e os lábios queimando com o fogo.
Dias completos na espera de que sobre algum osso para que eu roa e algum vinho para que eu possa enganar e embebedar.
Ela vem de tempos em tempos, me faz sentir tudo que eu nego e abdico. Me despoja da caretice, me aluga quartos e faz orgias em minha cabeça.
Me vaza. Me transborda. Eu sinto dos dedos dos pés aos dedos da mão. Muda a cor dos meus olhos, muda a textura da minha pele.
Me aguça o tato, sinto todos os gostos e cheiros. Sinto a presa a quilômetros.
Meus impulsos são mais viscerais, minha voz sai como um grunhido.
Me tira pedaços do corpo, deixa cicatrizes na minha alma, me deixa ressacada, acabada, com meus ossos estirados na cama alheia cada fim de noite.
Eu acendo outro cigarro, saio pela porta dos fundos e então já é outra noite.