31.1.17

it just hit me we can't go back to the chest touching on the back

o primeiro aprendizado de 2017 é a certeza de que nada dura pra sempre. tudo termina, por mais que demore.
três anos e quando achei que eu não ia mais suportar sentir essa coisa estranha, um misto de dor e saudade, uma vontade de voltar, as memórias, as comparações, um dia simplesmente parou. 
não é como se eu tivesse esquecido, mas o sofrimento em si passou. eu não sinto necessidade de pensar em como resolver, de achar uma saída e fazer funcionar. e o mais importante: eu não quero que tenha solução. eu não quero voltar. é o que é. e eu aceito isso com o coração aberto (e mais leve).
acho que essa é a palavra: aceitação. então eu achei que era o momento de levar novamente para a terapia e a cada sessão que eu conto a história, e reflito sobre ela, mais certeza eu tenho de que acabou. e eu sinto que tô magoada, e dói lembrar, mas é um tipo diferente de dor. antes era pelo o que foi perdido, pela minha vontade de que fosse diferente, por perder ela e aquilo que eu queria com ela. pela nossa pequena vida vivida. agora dói por mim, por aquilo que eu senti enquanto as coisas aconteciam. e eu honestamente acho que isso é um avanço. não me sentir presa a uma coisa que eu quis há 5 anos atrás, ignorando aquilo que me magoou (independente de onde veio, uma coisa eu sei com certeza: não tem alguém aqui pra culpar de verdade, as coisas são como são) e eu realmente espero que assim que finalmente terminar de elaborar toda essa história com a terapia, conseguir guardar as memórias com carinho e alegria.