16.11.16

"eu te amo. eu quero passar o resto da minha vida com você, seja como for, onde for, quem a gente for se tornando com o tempo. porque eu sei que você é a pessoa certa pra mim. mesmo que você mude, mesmo que eu mude."

na verdade, não funcionou assim. e às vezes eu me pergunto se isso funcionaria, pra quem quer que fosse. amor não é suficiente, amor nunca é o suficiente. amor é um negócio que foi criado pra gente sentir a primeira vez e quebrar pra poder seguir vivendo a vida menos ingênua, depositando menos esperança em outra pessoa. amor serve pra gente descobrir que todo mundo é sozinho, porque no fim, esse tipo de amor é sempre interceptado, cortado no meio abruptamente, como alguém que tá caminhando na rua e é atingindo por um caminhão sem freio, e o resto que sobra é uma coisa ridícula e insegura e desesperada e trêmula e ofegante. o que sobra do amor é o medo de nunca mais ser aceito do jeito que é, ser amado por inteiro, ser especial pra alguém. não é que eu não acredite no amor, mas eu acho que esse amor em que tu tem certeza que aquela pessoa é a única pessoa é uma coisa que acontece uma vez na vida só, o que vem depois é só uma constante de insatisfação (com o outro ou consigo) e comparações e sentimento de insegurança e fracasso.
amor serve pra estragar a gente pra sempre.