27.3.14

Think of what it might have been if we took a bus to chinatown.

as vezes acordo no meio da madrugada sufocada de saudade, de vontade. 
é quando eu levando no meio do escuro pra te escrever cartas que eu nunca vou poder mandar e fica parecendo tempo perdido, mas longe de você quando não parece? 
eu não quero ser de mais ninguém. eu não quero que você seja de alguém. e por muitas vezes, uivando baixinho, eu desejo ardentemente que nunca tivesse lido que você ia voltar. 
porque a gente teve tudo, tinham as fotografias e as coisas na parede, os domingos e as músicas e os textos e tudo era nosso, a gente era tudo. e por mais inacreditável que isso soe, você não era sonho, você era realidade. e encaixava e era simples e tão fácil. não era o que eu queria porque era melhor, e agora quem vai ser? 
depois eu fico cansada e tão triste que a caneta escapa dos meus dedos e deixo mais uma metade de carta de lado, do mesmo jeito que a gente ficou pela metade, no meio do caminho do que a gente ainda podia ser. 
e talvez essa seja mais uma dessas porque no fim você já seguiu em frente, e continua tão linda (ou mais) e saudável e feliz e eu só consigo pensar que