28.6.13

There's no substitute for time.

de repente a gente era diferente demais.  a gente não pertencia mais ao mundo da outra, e isso não doía, fazia sentido.
a gente era tão diferente que eu fiquei invisível e ela muda.
a gente era tão cruelmente diferente que nós seguimos a vida, cada uma a sua, como se a nossa nunca tivesse existido.
depois, ás vezes, eu via ela, feliz na sua individualidade. ela nunca me via, mas isso também não doía, era um alívio.
que a gente não se visse, que não doesse, que a gente nao existisse.