29.5.13

I don't believe in karma;

assim como não acredito que a gente se livre do nossos piores defeitos. no máximo a gente deixa eles bem escondidos, no fundo do baú.
passei uma semana inteira enlouquecendo, pensando no que diabos estava acontecendo de errado na minha cabeça, pra chegar no final e pensar que: por quê?
as coisas que eu quero, tudo que eu sou – das qualidades mais lugar-comum aos defeitos mais canalhas, eu não tenho como fugir. quanto mais eu sento em cima do baú onde ficam todos meus monstros, mais eu sufoco num monte de coisas que eu gostaria de ser, mas não sou e não serei. então a solução é: vestir a carapuça.
não adianta eu tentar me tornar uma pessoa diferente se quanto mais tento mais me pressiono, e veja bem, o curso natural das coisas quando são pressionadas é estourar. e daí voa estilhaço pra todos os lados, invariavelmente.
não vou proferir a máxima me-aceite-como-sou, ou você-vai-ter-que-me-engolir, porque ninguém é obrigado – a não ser que esse alguém seja eu – mas infelizmente, what you see is what you get, então sinta-se livre pra julgar que eu prometo que vou ouvir com atenção. 
e o quê tudo isso tem a ver com carma? eu não acredito que tudo que vai volta. a vida é injusta. carma é aquilo que a gente tem que aprender a viver com.
eu sou meu próprio carma.