1.12.11

365 Dias

As pessoas se atrapalham. E embaralham um pouco as coisas.
Talvez seja só aquela porta que insiste em bater com o vento, ou a porta do box errante. Ou o chuveiro que queima.
Mas a gente se atrapalha. A gente se perde. Perde muitos sonhos no caminho, troca uns por outros e tem dias que a gente troca o dia pela noite e se atrasa pro trabalho.
E tem os dias que a gente fica acordada até tarde discutindo. E tem aqueles que a gente dorme tarde sem falar nada. E tem os que você vai até a cozinha e pede por favor, volta pra cama, e a gente chora junto.
Ou a gente chora junto porque minha mãe ligou e disse coisas ruins.
E tem aqueles dias que as contas chegam e a gente jura que mês que vem vai ser melhor, mas o mês acaba de novo e a fatura do meu cartão de crédito te faz me olhar torto e dizer: o que a gente combinou?
E tem as noites em que eu tenho maus sonhos e te acordo chorando. E todas as manhãs que eu te faço o café.
E os dias que chove. E os dias que a gente faz amor na sala ou na pia da cozinha, mas nunca no banho, por favor.
E tem todos os outros dias do ano. E na virada a gente fica emocional e chora um pouco porque foi um ano bom.
Tem os dias que a gente finge que ta tudo bem, e os dias que eu quebro os pratos. E nesses dias você me ajuda a varrer os cacos.