Esses fantasmas crônicos vêm e vão. Eu aprisiono minha outra forma para proteger alguém. Eles implodem no meu peito e comem minhas vísceras. Vazia, sou só a carcaça e a vontade.
E já não sou mais eu.
Mas não ajo. Eu deixo que me corroa e apodreça por dentro. Deixo que essas obsessões secretas e sujas se satisfaçam sozinhas e se dissolvam por si só.
Eu as transformo em música, prosa, verso, suspiro, silêncio.