26.1.10

Você pede por paz, e eu lhe dou a guerra.

Junte todas as suas coisas. Pegue tudo que é seu e limpe a bagunça da minha cozinha – se o sangue ficar por muito tempo nos vãos do azulejo nunca mais sairá, e eu não quero mais nada do que é meu misturado ao que é seu.
Junte essas cartas do meu chão, e por favor, não suje mais meu papel de parede.
Não quero mais discutir isso. Você e eu nunca venceremos. Culpa do seu orgulho.
Preciso curar minhas feridas sozinha, eu não posso ser sua muleta.
Não quero mais falar, nem hoje nem nunca. Vá embora. Fique com meu carro.
Você não pode ficar, não existe mais vida em nós. Nada mais além de toda essa disputa.
Você sabe, minhas defesas estão dissolvendo. Minha força está enfraquecendo. Mas eu não estou pronta para abaixar meus braços.