Ele é belo, maduro e amargo. E está tão cansado de decepções quanto eu. Ele não espera nada além daquilo de todos os dias.
É ele que se mantém distante enquanto seus olhos me seguem, em todo lugar.
Ele, que sabe que amar é doer, e sabe que não há coisa mais humilhante do que o amor, mas não vê coisa mais nobre do que dar amor e isso ele anseia mais que tudo nessa vida.
É ele que vai lutar contra a vontade de escapar dessa asfixia voluntária, e que vai sentir os ossos doerem de desejo, e os olhos queimarem ao pousar em mim, e me transformará em estigma – de dor, de amor, de loucura...
Assim como eu, doentio e masoquista, conhece o amargor e a doçura do amor, e sabe que é efêmero.
Ele vai esperar o momento certo até atirar-se cego no abismo que é o querer e amar – porque ele não teme o precipício, ele deseja a dor da queda, espera ver o seu corpo estilhaçado.
É ele que mesmo tão contrário do que eu sou, completa o vazio do meu abraço, o oco do meu pulso cardíaco, e ele que vai destruir meus sonhos para construir outros, e, sabendo que esse vai ser o seu maior erro, vai me pegar pelas mãos, olhar bem dentro dos meus olhos e dizer: vem comigo.
É ele que se mantém distante enquanto seus olhos me seguem, em todo lugar.
Ele, que sabe que amar é doer, e sabe que não há coisa mais humilhante do que o amor, mas não vê coisa mais nobre do que dar amor e isso ele anseia mais que tudo nessa vida.
É ele que vai lutar contra a vontade de escapar dessa asfixia voluntária, e que vai sentir os ossos doerem de desejo, e os olhos queimarem ao pousar em mim, e me transformará em estigma – de dor, de amor, de loucura...
Assim como eu, doentio e masoquista, conhece o amargor e a doçura do amor, e sabe que é efêmero.
Ele vai esperar o momento certo até atirar-se cego no abismo que é o querer e amar – porque ele não teme o precipício, ele deseja a dor da queda, espera ver o seu corpo estilhaçado.
É ele que mesmo tão contrário do que eu sou, completa o vazio do meu abraço, o oco do meu pulso cardíaco, e ele que vai destruir meus sonhos para construir outros, e, sabendo que esse vai ser o seu maior erro, vai me pegar pelas mãos, olhar bem dentro dos meus olhos e dizer: vem comigo.
escrito em 24/06/09